“NÃO ESTAVA ARDENDO O NOSSO CORAÇÃO”?

Arquivado em: Artigo — osvaldo at 11:37 am on Quarta-feira, Abril 11, 2007

Os discípulos sentiram aquilo que os apaixonados sentem ao se verem: uma forte emoção que mexe com toda a química de um corpo. Literalmente arde o coração! E é possível ter essa experiência também pela fé. Tanto que se fala, espiritualmente, em gozo. Uma verdadeira euforia que toma conta de todo o ser.

Muitos são céticos, frios mesmos, quanto ao valor do sentimento na fé. Mas se nosso relacionamento com Jesus pode ser comparado com um casamento, não terá futuro sem o calor da paixão. O “calafrio na espinha” desarma as defesas e faz se aproximar e querer viver juntos pessoas com educações tão diferentes, culturas estranhas, posições sociais divergentes. Na fé, tal entusiasmo faz largar tudo por um reino de amor e justiça. Trocar tudo que se tem por uma pedra preciosa escondida num terreno chamado EVANGELHO.

A paixão não dura para sempre: tanta emoção, por muito tempo, faria nosso corpo explodir. Este sentimento vai aos poucos se “acalmando”, se diluindo. Deixa de ser uma labareda superficial para ser uma chama discreta, mas profunda. Aquela capaz de tornar saborosa uma carne de churrasco, sem queimá-la.

No evangelho de hoje os discípulos, mesmo com os corações ardendo, não reconheceram o amado mestre. Tinham sido cegados pela lógica e pelo sofrimento. Foi no mais profundo, no partir do pão, que foi impossível não enxergar Jesus. Sempre precisaremos do leite espiritual para nos fortalecer e continuar caminhando. Mas será o alimento sólido da caridade que revelará plenamente o Senhor ressuscitado. Esse Jesus maravilhoso, empolgante, apaixonante.

Fonte: http://blog.cancaonova.com/osvaldoluiz

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